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Cotações perdem força e fraqueza seguirá até a colheita

 

Produto negociado para janeiro tem referencial de R$ 38,00. Meses de baixo consumo impedem o avanço das cotações O mês de novembro vai se encerrando com as cotações do arroz em casca indicando que a ligeira recuperação perdeu fôlego que o mercado vai operar com interferência do baixo consumo histórico dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. A média de preços no mercado livre gaúcho para a saca de arroz em casca de 50 quilos (58x10) é de R$ 37,00 a R$ 37,50 brutos. Negócios reportados para pagamento em janeiro têm por referência R$ 38,00 para o grão com mais de 60% de inteiros, Puitá, na Fronteira-Oeste, valor que ainda permanece R$ 7,00 abaixo do custo médio de produção indicado pelo Irga, e R$ 5,00 na referência de outras fontes setoriais.

O indicador de preços do arroz em casca Esalq/Senar-RS fechou a quarta-feira, 29 de novembro, marcando média de R$ 37,09 por saca de 50 quilos, 58x10, colocada na indústria. No mês, o valor acumula pequena valorização de 0,9%, retroagindo diante de cotações que marcaram pico de R$ 37,55 no dia 16 do mês, com evolução de 2,18% frente ao último dia de outubro. A valorização do dólar nesta quarta-feira, para R$ 3,24, depois de cinco semanas de trajetória entre estabilidade e queda, manteve praticamente inalterada a cotação na moeda estadunidense. Se na abertura da segunda quinzena de novembro uma saca de arroz em casca equivalia a US$ 11,46, ontem (29/11) ficava em US$ 11,43.

O segmento produtivo considera que a leve recuperação dos preços respondeu à estratégia das grandes indústrias que, por um lado evitaram a intervenção governamental e, por outro, asseguraram um patamar de preços capaz de manter o fluxo das pequenas empresas que se mantém comprando pequenos volumes no mercado para alcançarem a safra. As grandes empresas, em geral, têm estoques formados para até 70 dias após o início da colheita, tempo suficiente para a maturação do arroz novo. A expectativa é de que no pico da entressafra a referência de preços se mantenha entre R$ 38,00 – já referenciais para janeiro – e R$ 40,00 para produto superior. Vale lembrar que algumas regiões paraguaias já começam a colher na segunda semana de dezembro com capacidade de colocar arroz em casca em São Paulo a US$ 11,00 na equivalência em 50 quilos.

 

MERCADO EXTERNO

O mercado externo, que foi o fiel da balança na formação de preços remuneradores no Brasil entre 2012 e 2015, se mantém pouco competitivo. Ainda que os exportadores tenham agendados dois embarques que somam mais de 40 mil toneladas de arroz para a América Central e Caribe, cargas de quebrados para a África e contêineres de produto superior para a América do Sul em dezembro, a expectativa é de mais um mês com déficit na balança comercial. Com isso, espera-se que o Brasil entre no ano comercial 2018/19, a partir de 1º de março de 2018, carregando um estoque de passagem próximo de 1,6 milhão de toneladas, perto de quatro vezes o registrado em 1º de março de 2017 Mantida a referência do dólar entre R$ 3,10 e R$ 3,30, a tendência é de uma acentuada queda nos preços a partir da entrada da nova safra no Brasil e no Mercosul.

Os financiamentos da indústria, com vencimento no pico da safra, e a baixa competitividade do arroz brasileiro no exterior tendem a impulsionar uma superoferta de grão entre o final de fevereiro e maio e isso pode jogar os preços a patamares iguais ou até inferiores aos praticados em 2017. A diferença é que, se na média do Rio Grande do Sul os valores se mantiveram acima de R$ 35,00 – em Cachoeira do Sul e Rio Pardo bateram nos R$ 34,00 – a partir de março de 2018 o gatilho de intervenção da Política de Garantia de Preços Mìnimos (PGPM) do arroz dispara quando a saca baixar de R$ 36,00 no Sul do Brasil.

O desafio das entidades setoriais é garantirem a prontidão do governo federal para implementar a intervenção. A demanda é por mecanismos como Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador de Pago ao Produtor (Pepro) com incentivos indiretos à exportação, mas com estoques na casa de 25 mil toneladas, o governo federal poderá também entrar com AGFs, ainda que em pequena quantidade. O balizador de piso em R$ 36,00 (apenas R$ 1,01 acima do referencial até o dia 28 de fevereiro de 2018), ainda que não cubra os custos de produção estimados entre R$ 42,00 e R$ 43,00 dependendo da instituição, e não seja o ideal, é importante por impedir quedas mais significativas nos preços de mercado. O desafio é garantir recursos e meios que impeçam as cotações de sinalizarem um teto muito próximo deste piso, na faixa de R$ 38,00 a R$ 39,00 como em 2017.

SAFRA

Com o atraso no plantio e problemas de germinação e estabelecimento das lavouras do tarde, muitos produtores estão precisando banhar os quadros. A maior preocupação do setor, neste momento, está concentrada nas operações da lavoura – enquanto os segmentos representativos negociam com setores do governo salvaguardas para o grão do Mercosul – cuja implementação é considerada muito remota e não tem apoio da indústria, por exemplo. Além do Rio Grande do Sul e algumas regiões de Santa Catarina, há atraso importante também no plantio do Tocantins – por falta de chuvas em outubro – e no terras altas do Mato Grosso e de até 35% das áreas de algumas províncias argentinas. O Uruguai finaliza suas áreas, também indicando um plantio levemente mais lento do que na temporada passada por questões climáticas. Baixas temperaturas noturnas – inferiores a 10 graus – e falta de umidade em algumas zonas, atrasaram a emergência em algumas lavouras dos países vizinhos. O tempo seco dos últimos dias, que atrapalha a germinação, também foi importante para um avanço significativo das operações de semeadura. O Rio Grande do Sul encaminha-se para os 5% finais de áreas a serem semeadas, em Santa Catarina está praticamente encerrado o processo e o Tocantins deve plantar até 25 de dezembro.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 37,50 para a saca de arroz em casca de 50 quilos no Rio Grande do Sul e R$ 79,00 para a saca de 60 quilos de arroz branco, beneficiado, Tipo 1, sem ICMS. A quirera e o canjicão, em sacos de 60 quilos, mantiveram cotações estáveis em R$ 43,00 e R$ 52,00 graças à demanda de quebrados para a África que são responsáveis por mais de 50% das vendas brasileiras ao exterior nesta temporada. O farelo de arroz mantém há meses a referência de R$ 360,00 a tonelada dirigida ao Vale do Taquari, demandado pelas indústrias de rações animais.

CONSUMIDOR

Os preços ao consumidor apresentaram variações nas duas direções nos últimos 12 dias. Ao mesmo tempo em que a segunda quinzena de novembro marcou a volta de ofertas abaixo dos R$ 10,00 em supermercados do Nordeste e do Sul, os tetos tiveram mínima correção em Curitiba, Minas Gerais, São Paulo, capital, e Rio de Janeiro, capital. Ainda assim, os preços mais comuns mantiveram a trajetória de pequena queda. As festas de fim de ano e as férias escolares e profissionais de boa parte dos brasileiros, que derrubam a demanda pelo grão, devem forçar mais ofertas e maior retração nos preços ao consumidor no período. A expectativa do segmento varejista é de que a colheita normal, a oferta do Mercosul e a trajetória de inflação mínima sejam suficientes para estabelecer um patamar de preços ao consumidor entre estável e em queda também em 2018.

 

 

 

 

 

FUENTE: por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados - Planeta Arroz

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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