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Atraso do plantio começa a ficar dramático no RS

 

De 1,07 milhão de hectares previstos para esta safra, apenas 6% foram semeados. Preços, crédito e clima afetam ânimo e desempenho da lavoura Com o retorno das chuvas ao Rio Grande do Sul desde esta sexta-feira, dia 6, começa a ficar dramática a situação do plantio da safra gaúcha, que responde por 72% da produção brasileira. Levantamento do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) indica que apenas 6% da área, ou 64,5 mil hectares foram semeados até o dia cinco, quinta-feira. O volume representa menos de um sexto da área semeada até o mesmo período do ano passado e é a menor do século para a época. Em 2016, a semeadura já alcançava 36% da área estava semeada, ou seja, 400 mil hectares. A expectativa é de que o plantio pouco avance também nesta semana.

A preocupação está com o fato de os agricultores terem uma janela de apenas uma quinzena para semear na melhor época indicada. Para algumas regiões, no máximo 25 dias. Dois fatores já são considerados pelos extensionistas e assistentes técnicos: em primeiro lugar é certo que o resultado em produtividade não irá expressar todo o potencial da cultivares e a os índices tendem a ser menores do que no ano passado. Em segundo lugar, com dificuldades de plantar e com o alto custo dos insumos, e perspectivas de colher menos, haverá produtores que vão preferir cultivar uma área menor. A situação pode ser ainda pior, pois a Emater/RS indica que apenas 2% da área gaúcha está semeada, o que corresponderia a 22 mil hectares pelos seus estudos.

A qualidade da lavoura cai na medida em que a época de plantio atrasa, demonstram vários estudos. Se o clima tem atrapalhado, também é grande o contingente de produtores com dificuldades de conseguir financiamento para o custeio na iniciativa privada. Os preços estão sendo “travados” pela indústria nos patamares atuais. E os juros se mantêm na faixa de 2% a 3% ao mês. Segundo uma liderança setorial ouvida esta semana, a indústria ainda está “embuchada” com um volume significativo de arroz da safra passada, e com o financiamento pode garantir seu abastecimento a preços baixos para a temporada futura. Com muitos problemas climáticos, há dois anos, a área semeada – que já era a menor até então no Rio Grande do Sul – chegava a 10,5%, praticamente o dobro da atual.

Os agrônomos, de maneira geral, têm enfatizado que a situação é preocupante porque há expectativa de chuvas acima da média em outubro e de seca entre janeiro e março, com altas temperaturas diárias e possibilidade de oscilação brusca de temperatura no outono. Isso não só poderá atrasar ainda mais a semeadura, obrigar o rizicultor a plantar no barro com mais custos e danos ao solo, mas, também impõe mais risco à lavoura, que utiliza cultivares de ciclo médio e longo (no caso do pré-germinado). Sob altas temperaturas, os grãos quebram mais, resultando numa colheita de menor qualidade.

E sob alta oscilação de temperaturas entre o dia e a noite, na fase de reprodução, pode haver perdas importantes em produtividade. Apesar de um cenário negativo em preços e agronômico para a lavoura de arroz neste início da safra, os técnicos reconhecem, porém, que o arroz é muito responsivo à tecnologia e ao clima favorável. E que o país tem estoques privados e – incorporando o estoque do Mercosul – disponibilidades suficientes para manter-se abastecido.

 

 

FUENTE: SAFRA- por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados/Planeta Arroz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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