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Preço cai abaixo do mínimo e governo vai intervir no mercado

 

Governo lançará PEP para balizar preços no RS acima dos R$ 34,97. Depressão Central opera abaixo disso e situação reflete no menor plantio da história para a época: 6% Ninguém esperava até dois meses atrás, mas as cotações do arroz em casca no Rio Grande do Sul caíram tanto que ficaram abaixo do piso de R$ 34,97, à vista, determinado pela Política de Garantia de Preços Mìnimos (PGPM) do governo federal para a saca de 50 quilos (58x10) na Depressão Central gaúcha. Nesta e em outras regiões, as cotações também ficaram abaixo dos preços mínimos previstos para o grão com mais de 60% de inteiros. A retração dos preços pagos ao produtor deflagrou o gatilho de intervenção do governo federal, que deverá anunciar na próxima quarta-feira a entrada no mercado com o Prêmio de Escoamento de Produto (PEP). Os valores dos prêmios devem ser definidos entre hoje e a próxima segunda-feira. Ontem, quinta-feira (5) a cadeia produtiva definiu suas sugestões de prêmio para a abertura das negociações.

A expectativa é de que o governo federal apoie a comercialização de até 350 mil toneladas, volume inferior às 500 mil toneladas consideradas necessárias pela cadeia produtiva para esterilizar o avanço da oferta do Paraguai no mercado brasileiro e o neutralizar parte do aumento da produção nacional que pressiona o mercado do Brasil. A queda nos preços gaúchos, que no mercado livre, dependendo das praças, paga de R$ 34,50 a R$ 36,00, afetou também os demais estados produtores. Santa Catarina (R$ 36,00 a R$ 37,00), Mato Grosso (R$ 40,00/60kg), Goiás (R$ 43,00/60kg) e Tocantins (R$ 48,00) também registraram a retração dos preços na última semana. Ainda restam discutir os destinos para onde será carreado o produto negociado via PEP e os ajustes de prêmio e prazos. Se por um lado há dificuldades para viabilizar que o mecanismo contemple as exportações, por outro há o risco de empresas oportunistas aproveitarem a ferramenta e interferirem em mercados consolidados. Essa é uma das equalizações de difícil solução em pauta. SAFRA Sem ajuda do clima, mas também sob interferência dos baixos preços de comercialização e das dificuldades em obter custeio, os agricultores gaúchos estão muito atrasados com o plantio em relação ao melhor período de semeadura nesta temporada.

Enquanto a Emater/RS apura que apenas 2% da área projetada em 1,08 milhão de hectares está cultivada, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) apurou 6% da área de intenção de plantio (1,078 milhão/ha), ou cerca de 63 mil hectares, o que consolida a mais atrasada da década. No ano passado, na mesma época, 36% da lavoura – perto de 400 mil hectares – estavam semeados. Em 2014/15, na época que mais houve atraso, já eram 10,7% e por causa das condições climáticas. A previsão de chuvas a partir de hoje, sexta-feira (6/10) só piora a expectativa. Na maior parte das regiões, a melhor época de semear fica entre o final de setembro e meados (dia 20) de outubro. Extraoficialmente, a expectativa é de que a área gaúcha fique em torno de 1,05 milhão de hectares. O avanço vem sendo notado em áreas de cultivo pré-germinado no Litoral Norte e Depressão Central, ou com boa capacidade de drenagem na Fronteira Oeste, Zona Sul e Campanha. Preocupa os produtores a expectativa de aumento dos custos com valorização dos combustíveis e da energia elétrica.

INDICADOR

Depois de cair 5,23% em setembro, para R$ 36,42 (US$ 11,50), o Indicador de Preços do Arroz em Casca no Rio Grande do Sul Esalq-Senar/RS arrancou o mês de outubro no mesmo ritmo e apenas nos quatro primeiros dias úteis (até quinta-feira, 5) acumulou queda de 1,21%. As cotações baixaram até R$ 35,98, o que pelo câmbio do dia equivale a US$ 11,41. Em reais, e em valores nominais, é a menor cotação desde agosto de 2015. Em dólar, porém, há uma semana o valor foi menor, em US$ 11,39. A força do dólar em todo o mundo se estendeu ao Brasil nesta quinta-feira, o que levou a moeda a quebrar uma sequência de cinco quedas. No fechamento, o dólar comercial subiu 0,68%, a R$ 3,1537. É a maior valorização desde 27 de setembro (0,88%), um dia antes do início da série de baixas na qual a cotação acumulou perdas de 1,92%. Nesse período, o real teve o melhor desempenho numa lista de 10 divisas emergentes.

MUNDO

No mundo, a FAO indica que em setembro os preços médios do arroz aromático subiram, 2,7%, pelo 26º mês consecutivo por maior demanda do Basmati na Índia e do Hom Mali tailandês. O índica de qualidade superior também valorizou 1% em razão da queda na oferta, principalmente pela redução da safra nos Estados Unidos, que afetou ainda o grão longo. Já o índica de baixa qualidade teve retração de -1,4% nas cotações pela oferta ainda forte na Ásia. Já o japônica manteve-se com preços estáveis.

MERCOSUL

No Mercosul o plantio já avança, com destaque para o Paraguay que deve registrar um aumento de área entre 5% e 8%. Ações governamentais que estão garantindo o crédito para pequenos produtores, a estruturação de um grande grupo empresarial com capital brasileiro e, principalmente, a boa comercialização com o Brasil nesta temporada geraram euforia do lado guarani e a expectativa de que os preços, em dólar, se mantenham no Brasil na próxima temporada na faixa de 11,50 a 13 dólares (equivalência 50 quilos, em casca). As variedades cultivadas são as mesmas do Brasil e Argentina. O avanço da área tenta compensar as dificuldades de ganho em produtividade, uma vez que a região produtora tem interferência do clima semi-tropical. Há 15 dias foi inaugurada a maior indústria de arroz do Paraguai, resultado de uma fusão de dois grupos. Com isso supera o investimento anterior – agora do mesmo grupo – inaugurado em março. Desta maneira, o Paraguai tem as duas mais modernas instalações industriais do Mercosul voltadas para o arroz. No Uruguai a expectativa é de que seja concretizada a menor área plantada do século, em torno de 152 mil hectares. Os custos de produção e a perda de mercados, em especial o brasileiro, vem afetando o ânimo dos uruguaios. Na Argentina a situação é ainda mais grave.

Mais distante dos grandes centros consumidores brasileiros e com custo ainda maior, há dificuldade de colocação do arroz e, principalmente, de competir com os preços do Paraguai, do Uruguai e do próprio Brasil. A área deve ser reduzida para pouco mais de 200 mil hectares. Apesar de precisar reduzir os preços um pouco mais em dólar na reta final dos estoques, o Paraguai mantém seu fluxo de vendas ao Brasil. Cogita-se que tenha pouco mais de 120 mil toneladas disponíveis para exportação, o que poderia ser um alento para os agricultores brasileiros na espera da recuperação de preços internos, porém a colheita paraguaia deve começar em 10 de dezembro.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre - agora com filial em Santa Maria - indica preços médios de R$ 36,00 por saca no Estado esta semana. O produto em sacas de 60 quilos, branco, tipo 1,é comercializado na faixa de R$ 76,00. Os derivados mantiveram as cotações: R$ 50,00 o saco de canjicão (60kg), R$ 43,00 a quirera e R$ 360,00 a o farelo de arroz colocado em Arroio do Meio (RS).

PREÇOS

Os preços brasileiros estão impactados por cinco fatores básicos, mas principalmente a maior oferta provocada por uma safra em recuperação e as importações contínuas do Mercosul (em especial do Paraguai. Por outro lado, o câmbio e os preços internos não favoreceram as exportações. A 12 dólares, o arroz é remunerador nos países concorrentes, mas o quarto fator de impacto no Brasil, o custo de produção da última safra, estabeleceu uma referência mais alta para a rentabilidade do rizicultor nacional e a necessidade de prorrogar pagamentos. Sem exportar, importando, com o consumo estabilizado, sobrou o quinto fator para determinar a penúria dos agricultores: o endividamento e a falta de acesso ao crédito, que desembocaram no atraso da safra – também por questões climáticas. Os custos de produção podem ter leve retração em algumas áreas, como insumos importados nesta temporada, mas custo do dinheiro, do passivo, do combustíveis e da energia elétrica devem compensar – negativamente – essa ligeira melhora.

CONSUMIDOR

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou esta semana a sua Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, e indicou queda em todas as capitais brasileiras, exceto Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, onde o valor subiu 1,17%. As quedas mais expressivas aconteceram nas capitais do Nordeste, a começar por Maceió (-5,22%). Porto Alegre continua sendo a capital mais cara do Brasil, com a cesta básica avaliada em R$ 436,68, sendo seguida por São Paulo e Florianópolis. A cesta básica mais barata está em Salvador, R$ 318,52. Ou seja, os mesmos produtos valem quase 120 reais a menos. O arroz não esteve entre os produtos que mais perderam valor em setembro para o consumidor, posto ocupado pela batata, o feijão, o tomate, o açúcar e o café em pó e a farinha de mandioca. Ainda assim, o arroz agulhinha ficou 2,01% mais barato em São Paulo. Em Porto Alegre, 0,74%. Em 12 meses, a taxa acumulada negativa nos preços ao consumidor do arroz chega a 8,18% na capital paulista. Em Cuiabá, no Mato Grosso, o arroz ficou 25,7% mais barato, enquanto em Brasília (DF) 13,92% e em Vitória (ES), 19,46%. Em Porto Alegre (RS) o arroz barateou 7,43% nas gôndolas dos supermercados, enquanto o menor índice está em Florianópolis (SC): - 4,46%. No Nordeste a variação média negativa ficou em torno de 7%, segundo o Dieese.

 

 

FUENTE: por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados/Planeta Arroz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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