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Estoques elevados e importação evitam alta do arroz no país

 

O Brasil importa cerca de 1.1 milhão de toneladas de arroz por ano, 10% do que consome, e o Paraguai já responde por 65% Mesmo em plena entressafra, quando de costume o arroz sobe no país, uma conjunção entre estoques elevados nas indústrias, real mais valorizado em relação ao dólar e ampla oferta em vizinhos do Mercosul têm mantido os preços recebidos pelos produtores mais retraídos. Na semana encerrada em 27 de setembro, o valor de referência da saca de 50 quilos do cereal no Rio Grande do Sul ficou em R$ 36,50, bem próximo ao preço mínimo estabelecido pelo governo federal para o estado responsável por 70% da colheita nacional, de R$ 34,97. Com isso, no mês passado, a queda foi de quase 5%, que se seguiu a uma baixa de 4,4% já observada em agosto.

Como o custo médio de produção na safra 2016/17 ficou próximo a R$ 45,00 a saca, o produtor neste momento amarga um prejuízo, em média, de R$ 9,00 por saca, realça Henrique Dornelles, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz). “Os empacotadores brasileiros têm cerca de 1.5 milhão de toneladas de arroz em estoque, o que não é assustador, e apenas recompõe os estoques normais após a quebra da safra 2015/16. Mas a oferta abundante no Mercosul tem impedido novas compras pelas indústrias”, disse Dornelles. Segundo ele, associações de produtores fizeram com sucesso uma campanha para a redução de área de plantio no Uruguai, na Argentina e também no Brasil, a fim de que a oferta fosse contida, mas no Paraguai, a área só aumenta.

“Os paraguaios não têm uma associação forte e têm custo de produção muito baixo, porque utilizam insumos não aprovados e não fiscalizados, e ainda pagam pelo uso da energia o equivalente a 50% do que pagam os brasileiros. Isso sem falar que não eles têm impostos sobre a produção. É quase impossível competir”, afirmou o presidente da Fedearroz. O Brasil importa cerca de 1.1 milhão de toneladas de arroz por ano, 10% do que o país consome, e o Paraguai já responde por 65%. Segundo Dornelles, com as vantagens do vizinho, alguns empacotadores “não muito grandes” têm comprado o produto paraguaio e o empacotado como se fosse brasileiro. “É uma pequena proporção do setor, mas ajuda a fazer pressão sobre os preços. Além disso, também há oferta formal e boa de arroz do Uruguai e Argentina”. Nesse cenário, o dólar em baixa faz o cereal dos demais países do Mercosul chegar ao Nordeste a preços mais competitivos que o do Rio Grande do Sul. Pelo mesmo motivo, o Brasil não tem conseguido exportar seu excedente.

“Para sermos competitivos com exportadores como Paquistão, Egito e nossos vizinhos, precisamos que o dólar esteja no mínimo a R$ 3,15”, declarou o presidente da Fedearroz. Toda a oferta vinda do Mercosul e de outras regiões, porém, não deve fazer o arroz chegar mais barato aos supermercados, pondera Dornelles. “Os supermercadistas aproveitam o momento de crise para manter suas margens em produtos básicos que não deixam de ser consumidos pelos brasileiros. O consumidor até deixa de comprar iogurte, mas não arroz”, disse. Como o feijão está em alta no mercado doméstico devido a uma menor produção, a previsão de Dornelles é de estabilidade de preços para a dupla preferida nos pratos dos brasileiros. Luciano Quartiero, presidente da Camil, uma das maiores empacotadores de arroz e feijão do país, não concorda com a avaliação do dirigente da Federarroz. Segundo ele, a indústria repassa integralmente aos mercados, e estes ao consumidor, as altas e baixas dos dois produtos.

“Há apenas um descasamento de tempo, mas o setor não aproveita para aumentar margem quando o preço cai”, disse. Quartiero acrescentou, durante a recente abertura de capital da Camil na B3, que a empresa “não trabalha com estoque para fazer preço”. Mas reconheceu que o momento é ruim para os rizicultores. “Temos conhecimento de que o preço para eles é um entrave neste momento, mas sabemos que as associações e representantes do setor têm buscado ajuda”. Para tentar reduzir as perdas dos produtores, a Federarroz e outras entidades setoriais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina estiveram em Brasília em meados de setembro para solicitar mecanismos de apoio à comercialização de arroz e redução nas tarifas de energia elétrica, que são responsáveis por entre 4% e 8% do custo de produção, a depender do modelo usado na fazenda.

Por enquanto, tiveram do Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, apenas a garantia de que serão aplicadas as regras da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (Pep) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para até 500 mil toneladas, o que é considerado suficiente para equilibrar o mercado.

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FUENTE: COMERCIALIZAçãO- por Valor Econômico

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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