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Preço do arroz em casca baixa de R$ 36,00

 

Enquanto plantio da nova safra avança, produto colocado na indústria ficou em R$ 36,76 Enquanto a cadeia produtiva do arroz esteve reunida em Brasília (DF) nesta terçafeira, 26 de setembro, em encontro ordinário da Câmara Setorial Nacional e audiências com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), de Minas e Energia e Receita Federal, em busca de soluções para a crise de preços no setor, as cotações despencaram um pouco mais e chegaram a R$ 36,76. Segundo o indicador de preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul Esalq – Senar/RS, a saca de 50 quilos (58x10) alcançou esta média quando já está depositada na indústria, à vista. Na equivalência em dólar, o valor caiu para US$ 11,56. O preço rompeu o piso de R$ 37,00 na sexta-feira passada.

Desde então, só baixou. No mês, acumula retração de 4,45%. No mercado livre, os poucos arrozeiros gaúchos que arriscaram sondagens ao mercado ou até fazer algum negócio por extrema necessidade – parte da lavoura já está sendo plantada e demanda recursos – receberam referência de preços livres entre R$ 35,50 e R$ 36,50 para o grão 58x10. A R$ 35,50, o valor estaria distante 53 centavos apenas do preço mínimo, mas o valor que conta pra deflagrar o gatilho da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do governo federal é o indicador Esalq – Senar/RS, portanto ainda há uma diferença de R$ 1,79. Em Santa Catarina, as cotações médias se mantiveram entre R$ 37,50 e R$ 38,00 (20% abaixo dos valores de um ano atrás). Já no Tocantins, a média de preços gira em R$ 50,00 por saca (25% de queda), e no Mato Grosso, R$ 44,00 (34% a menos). Nos três casos a oferta é restrita. Nesta terça-feira, em Brasília, os arrozeiros ouviram dos representantes do MAPA que em duas semanas o decreto estabelecendo a liberação de recursos do PGPM estará publicado e haverá esta salvaguarda. Os recursos, no entanto, são considerados insuficientes para fazer frente à situação (R$ 100 milhões a serem divididos com o trigo). Os mecanismos (PEP e Pepro) também são considerados pouco efetivos.

Então, nada garante que o socorro resolva. Ao mesmo tempo foi confirmada a prorrogação de vencimentos e alternativas de refinanciamento do custeio 2016/17. Os arrozeiros ainda buscaram o aumento do horário permitido para irrigação em duas horas e a retirada das bandeiras tarifárias no Ministério de Minas e Energia, mas receberam apenas a promessa de um “estudo” sobre o caso. Também solicitaram à Defesa Agropecuária do MAPA, medidas de contenção das importações do Mercosul. Documento foi encaminhado à Receita Federal solicitando revisão do tratamento às dívidas dos arrozeiros e à elevada carga tributária sobre a produção. No entanto, num período em que o governo federal tem feito o possível para aumentar impostos para arrecadar, o pedido vai na contramão do que está posto como meta fiscal.

SAFRA

Enquanto isso, o plantio da nova lavoura de arroz está avançando, em especial na Zona Sul gaúcha. Pelotas, Jaguarão, Santa Vitória do Palmar, Pedro Osório e Rio Grande são alguns dos municípios nos quais o plantio já começa a ganhar corpo. Estima-se que na Zona Sul, Fronteira Oeste e Litoral Norte, cerca de 30 mil hectares já estejam plantados ou sendo semeados esta semana. A necessidade de fazer frente a algumas despesas forçou os produtores a comercializarem uma fração do arroz que estava depositado na indústria. Em geral, quem está plantando no cedo tem acesso ao crédito oficial, financiamento direto da indústria – ou particular –, planta com capital próprio – ao menos a parte inicial – e está em regiões de menor impacto climático em setembro/outubro.

MERCOSUL

No Mercosul o plantio também começa a avançar, com previsão de aumento da área no Paraguai e redução próxima de 10% na Argentina e no Uruguai. Os uruguaios anunciaram na última semana que o volume exportado para o Brasil caiu bastante este ano, mas que 70% de sua colheita já está comercializada. Informaram também que os valores pagos pelo arroz no Brasil estão retirando sua capacidade de competir, em especial com os paraguaios, pelo espaço no tradicional cliente, forçando-os a buscar outros destinos. Mesmo no Paraguai, que ainda dispõe de cerca de 160 mil toneladas para exportar, e já deve começar a colher antes do Natal, há queixas dos preços praticados pelo mercado brasileiro. Com as cotações internas na faixa de US$ 11,50 os valores se tornam muito ajustados e forçam mais quedas e redução das margens dos fornecedores guaranis. Entre as indústrias gaúchas, a movimentação se concentra no processamento de estoques. Entre os investidores, atenções voltadas à negociação de ações pela gigante Camil.

EXPECTATIVA

A cadeia produtiva espera, no momento, por dois milagres. Uma ação efetiva do governo federal em socorro ao mercado (que precisaria movimentar pelo menos 500 mil toneladas de arroz até o final do ano comercial para ter alguma repercussão) ou uma retração muito forte na área de plantio do Mercosul, incluindo o Brasil. Agentes de mercado têm informado que ainda que o Real esteja valorizado, e isso possa ter pequeno impacto no preço dos defensivos, e que a demanda por fungicidas será menor nesta temporada, a alta dos combustíveis e da energia elétrica – que deve ter novo reajuste em novembro – não deixarão o custo de produção baixar.

CENÁRIO

A grande safra colhida no Brasil nesta temporada, acima de 12,3 milhões de toneladas, já jogaria pressão sobre os preços no início do ano, mas a situação é mais crítica. O problema é que houve uma grande safra no Mercosul também e os países vizinhos têm custos menores que os nossos e entraram a safra, em março, exportando muito para o Brasil Central. Em São Paulo uma saca de arroz em casca de 50 quilos do Paraguai, com a mesma qualidade do irrigado nacional, chega - considerando o frete - até dois dólares abaixo do valor da saca gaúcha. O déficit de 500 mil toneladas na balança comercial este civil demonstra que o Brasil tem dificuldades em exportar e facilidade em importar. Isso porque o câmbio é favorável ao Mercosul e porque o custo de produção no RS gira em torno de R$ 45,00. Fora isso, há o custo do crédito privado, por baixo acesso ao oficial, vencimentos de parcelas do custeio 2015/16 para quem perdeu lavouras pelo El Niño e mais os juros da prorrogação do custeio atual, empurrado até o final do ano.

Em setembro, com a queda nos preços em dólar, algumas empresas gaúchas abriram negociações para ampliar o volume exportado, mas não em volumes suficientes para neutralizar o déficit na balança comercial ou assegurar um superávit até fevereiro. Sem dúvida a ação do governo é importante, mas prorrogações têm custo, transferir produto para o governo significa que ele vai voltar em algum momento ao mercado. Hoje, ao agricultor, resta reduzir o plantio em áreas que não tenham grande retorno ou produtividade, de maior custo, com muitos levantes de água, por exemplo, e contar cada centavo investido na lavoura, o que poucos fazem.

Quem puder escapar do cheque especial do crédito privado deve fazê-lo. A gestão do lado de dentro da porteira não é a solução para tudo, pois muitos problemas são de macroeconomia, mas a tomada de decisões depende do alto nível de controle de cada operação. Aquele produtor que tiver capital e condições agronômicas e estruturais para estabelecer rotação com soja na várzea, e pecuária, deve estudar a possibilidade, tomando cuidado com os muitos riscos que agregar esta atividade traz. Não pode contar apenas com a esperança de dar certo. Nas atuais circunstâncias, todo e qualquer investimento precisa dar certo.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 36,50 para a saca de arroz de 50 quilos, em casca (58x10) à vista, com queda de 1,35% esta semana. O saco de arroz de 60 quilos, branco, beneficiado, tipo 1, é cotado a R$ 78,00 sem ICMS (FOB). O canjicão perdeu preço, acompanhando a crise do grão inteiro, e é cotado a R$ 50,00 por saca de 60kg. A quirera, também em 60 quilos, e a tonelada do farelo de arroz mantiveram as cotações médias das últimas semanas, em R$ 43,00 e R$ 360,00, respectivamente. No varejo os preços do arroz apresentam, também, pequeno declínio, segundo informações do Dieese e pesquisas de cestas básicas de diversas instituições.

 

 

FUENTE: por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados - Planeta Arroz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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